terça-feira, 5 de junho de 2018

Utilização da vírgula

A vírgula usa-se para:
  • isolar o nome do lugar, nas datas;
Porto, 17 de dezembro de 2014.
  • destacar um advérbio conectivo em início de período;
Havia, porém, algo de taciturno e ansioso em Sören.
  • separar a oração introduzida pela conjunção coordenativa mas;
Vivia naquela cidade há trinta anos, mas sempre como estrangeiro.
  • isolar conectores discursivos;
O conto “Saga” é verídico, ou seja, foi inspirado em factos da biografia de um familiar de Sophia.
  • isolar o vocativo no início, meio ou fim da frase;
- Sören, que notícias ouviste hoje na vila?
  • isolar o modificador do nome apositivo;
O mar do Norte, verde e cinzento, rodeava Vig.
  • separar um modificador do grupo verbal quando ocorre no início ou no meio da frase;
Depois dessa carta, Hans sonhou com Vig muitas vezes.
  • isolar modificadores da frase;
De certa forma, Sören reconhecia o risco que corria.
  • ligar orações coordenadas assindéticas;
As águas engrossavam devagar, as nuvens empurradas pelo vento acorriam e Hans viu que se estava formando uma tempestade.

  • intercalar orações subordinadas adverbiais numa frase;
Nesse dia, quando ao cair da noite entrou em casa, Hans curvou a cabeça.

  • isolar orações subordinadas adverbiais, quando colocadas antes da subordinante;
Para resistir ao vento, estendeu-se ao comprido no extremo do promontório.
  • isolar orações subordinadas adjetivas relativas explicativas;
Hans, que queria ser marinheiro, fugiu de casa para poder realizar o seu sonho.
  • isolar orações intercaladas;
Assim, diz-se, terá vagueado quatro dias.
  • separar os elementos duma enumeração;
A sua adolescência cresceu entre os cais, os armazéns e os barcos.

Nunca deves separar por vírgula:
- o sujeito do predicado (ex.: *Eu, vou à praia.);
- o verbo dos seus complementos (ex.: *Eu vou, à praia.);

- o verbo copulativo do predicativo do sujeito (ex.: *Ele é, divertido.)

terça-feira, 6 de março de 2018

Conto "Sempre é uma companhia" de Manuel da Fonseca

Manuel da Fonseca, “Sempre é uma companhia”

Metas
Linguagem, estilo e estrutura:
Solidão e convivialidade.

Caracterização das personagens.
Relação entre elas.
Caracterização do espaço: físico, psicológico e sociopolítico.
Importância das peripécias inicial e final.
O conto: unidade de ação; brevidade narrativa; concentração de tempo e espaço; número limitado de personagens;
A estrutura da obra;
Discurso direto e indireto;
Recursos expressivos.


segunda-feira, 5 de março de 2018

Conto - "Famílias desavindas" de Mário de Carvalho

Mário de Carvalho -
“As famílias desavindas”

Linguagem, estilo e estrutura:
História pessoal e história social: as duas famílias.
Valor simbólico dos marcos históricos referidos.
A dimensão irónica do conto.

A importância dos episódios e da peripécia final.

O conto: unidade de ação; brevidade narrativa; concentração de tempo e espaço; número limitado de personagens;
A estrutura da obra;
Discurso direto e indireto;
Recursos expressivos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Ideias-chave dos poemas de Mensagem não analisados em aula

O DOS CASTELOS - Primeira parte – Brasão – Os Campos

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.

Þ         A missão de Portugal é fitar o futuro e o mistério e ligar espiritualmente o ocidente e o oriente